ABERTURA DA EXPOSIÇÃO E NOITE DE POESIA ”UBUNTU”

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Tema: Mafalala Poética, Nossa História
Duração: 30 dias

O Museu Mafalala, recentemente inaugurado e co-financiado pela Embaixada da Alemanha, expõe obras que reflectem a história rica do Bairro de Mafalala no que concerne a literatura. Nomes como José Craveirinha, Noémia de Sousa, Samora Machel, Rui Nogar entre outros são personalidades que podem ser encontrado nesse novo espaço virtuoso.

Depois do dia 9, no âmbito do Festival de Poesia e Artes Perfomativas, onde o recém inaugurado Museu Mafalala exibiu o filme “Karingana – Licença para contar”, os eventos à caminho do festival regressam ao histórico bairro da capital moçambicana, a partir do dia 18, quinta-feira, para uma série de momentos: poesia, teatro e passeio turístico de intercâmbio cultural.

A intervenção que se segue, às 17h00, é a inauguração da exposição “Mafalala Poética, Nossa história”, onde estarão patentes obras que reflectem a influência do mítico bairro para a construção da literatura moçambicana. Nomes incontornáveis como José Craveirinha, Noémia de Sousa, Rui Nogar – consideradas figuras maiores da literatura nacional – serão homenageados na exposição que eterniza os percursores das artes e letras em Moçambique.
Como não é só aos de Mafalala que o dia é dedicado, às 18h30, o colectivo Poetas d´Alma socorre-se de artistas nacionais e internacionais para homenagear o líder da paz Nelson Mandela, a propósito da celebração do seu nascimento num recital poético designado “Ubuntu, num só”. A noite de poesia – à moda daquelas que acontecem na capital moçambicana há mais de 15 anos que, aliás, é o pretexto para a realização deste Festival – será coroada por vozes de Moçambique (Entrecho), do Brasil (Melvin Santhana, Yayungai), da Suiça (Valério Moser), entre outros.

Féling Capela, curador do Festival, diz que Mafalala está no roteiro do Festival pelo histórico dos poetas que nasceram ou parte da sua vida cruzou com aquele bairro e, porque não, a revolução literária e política começou lá, “o galo cantou lá!”, destacou ele, lembrando a grande revolução a partir da família Caliano. Capela não tem dúvida que se não fossem os poetas, escritores e líderes da Mafalala “nós não seríamos nada, por isso temos de fazer um tributo lá, sendo este espaço um satélite para o país e para o continente”. E sobre a homenagem o líder africano Capela esclarece: “queremos reconhecer Mandela que nos deu a luz e provou que o mosaico de nacionalidades não pode colocar fronteiras”, frisou.
No dia 21, ou seja, dois dias depois, Mafalala volta a ser palco de um momento cultural. Desta vez será a apresentação da peça teatral “Esperando Zumbi”, com a direcção da Cristiane Sobral – uma das mais inluentes actrizes brasileiras. No dia seguinte, à partir das 14h00, porque é sempre melhor conhecer profundamente o bairro que durante quatro dias se abre aos poestas e “performers” do país e do mundo, a Associação IVERCA irá coordenar um passeio turístico em locais emblemáticos e desvendar as suas estórias.

Para mais info: cultura@ccma.co.mz | (+258) 844501509 |O Gestor Cultural, Féling Capela